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Thai travel #pénatabua

27 de novembro de 2014

Sabe aquela viagem dos sonhos que você e eu vimos o Leonardo DiCaprio fazer em “A Praia”? – sem aquela coisa toda de fugir e quase morrer, okay? Porque não sei quanto a vocês, mas essa parte eu dispenso. Mas enfim… – Essa é desde então minha viagem dos sonhos e só aumentou mais e mais com o desejo de cuidar de tantas crianças exploradas que vivem por lá. Ainda não pude fazer essa viagem dos sonhos (pobre universitária sustentada pelos pais eu sou), mas uma amiga sim e é isso que vou falar hoje pra vocês.

Lívia Vianna, médica de 26 anos realizou essa aventura em maio desse ano e me matou de inveja boa nas fotos que publicava pelo facebook. Ela contou que os gastos são baixíssimos e vale super a pena. Com 1 dolar da pra comprar nas barraquinhas de rua um Pad Thai, que é “um risoto de camarão com amendoin” bem tradicional nesses países. Com 7 dólares da pra pagar a diária em albergues locais bem bons.

Lívia contou suas experiências num post bem legal no facebook que vou colar pra vocês aqui, afinal ninguém melhor do que ela pra contar como foi passar pela Ásia e sobreviver a um terremoto e um golpe militar nas férias. Seu roteiro incluiu em Bangkok: Ayuttaya, Chiang Mai, Chiang Rai, Koh Phi Phi, Krabi, Railay Beach; na Tailândia: Siem Reap pra conhecer Angkor no Camboja.

A parte mais difícil de escrever isso aqui foi sem dúvida escolher as fotos pra colocar aqui – “Bitch please, você nem escreveu nada” sério gente, o post dela foi tão sensa que dispensa qualquer coisa!!!!!!!! – são tão maravilhosas!!!

 


“Desembarquei na Tailândia no dia 5 de maio de 2014, uma segunda-feira. De cara, já vi os thaizinhO tudo de amarelo. Achei estranho e perguntei do que se tratava pra Julia, a fake half thai mais true que eu conheço. Aparentemente, aqui as pessoas usam determinadas cores para cada dia da semana.

Foi numa segunda-feira que o rei nasceu e também foi numa segunda que ele foi coroado. Portanto, amarelo é a cor do rei.

Segunda-feira, dia 5 de maio de 2014, era coronation day e Bangkok estava amarelíssima.

Em BKK eu vi muito ouro (inshalá); conheci o wolf pack (Toby, Tracy and Regis, thanks for making that day totally unforgettable; fui a um bar de prostituta e saí correndo o mais rápido que Usain Bolt; barganhei em thai com taxistas; dancei michel teló no meio da rua (go figure); entrei num templo que parecia abandonado e ouvi latidos. Saí varada correndo dos dogs-monges.

Mal tinha me acostumado com a Tailândia e já parti pro Camboja pra achar a caixa de pandora; digo, Marina e Yves. Brincamos de tomb raider com o nosso guia khmerzinho fantástico, fui seduzida pelas quiançA cambojanas tudo e super entendi minha frienda Jolie mas logo tive que dizer adeus pro casal e enfrentar o norte da Tailândia all alone.

Cheguei em Chiang Mai odiando tudo. Fui embora a contra-gosto, com o coração esmigalhado. Que lugar incrível, que pessoas sensacionais que eu conheci! Matthew, Gemma, Olivia, Lucy (and so many others): you guys are awesome and have made everything so much more fun up north.

Vi templos lindos, fiz thai massage feita por cegos, alimentei, dei banho e andei de elefantes. Aprendi a controlar os lindos também, dando comandos em thai.

Depois foi hora de trocar a leveza do norte pelo agito sulista. Eu sabia que Koh Phi Phi seria loucurinha mas não tinha noção do quanto. Eu não sei Bangu mas eu fiquei abalada com a eterna passarela da Ford Models no sul da Tailândia. Juro que, durante 4 dias, estive rodeada dos homens mais bonitos que já vi na vida. Toda noite era uma micareta, barra rave, barra gente loucona no crack sintético. Tudo isso banhado a água do mar e suor. Eu fiquei só nos buckets mesmo e lemme tell you one thing about buckets: THEY ARE FUCKING EVIL.

A população da ilha era um tanto quanto (muito) estranha. Tínhamos loirão diva, novinho assanhado, frajola batman, Matt cheidifome, sri lanka girls, dinamarquesas porquinhas, casal Izzie e Jake maravilindos, barba ruiva fdp, José Carlos do Paraguai, mexicano modelo com cara de oriental…sem contar os gatos tigres asiáticos.

De Phi Phi, parti pra Krabi.

Railay é apenas amor. Achei que fosse ser paz e sossego mas ó, I was wrong. Bota mala no barquinho, carrega a bicha pro hotel and back 57 vezes, dê um mergulho na praia mais gostosa do sul tailandês e…presencie seu – recém-feito – amigo pegando uma lady boy (traveco thai). Tirei fotos. Muitas fotos desse momento. E contei pra ele no dia seguinte, já que ele não tinha IDEIA que isso actually happened. ‪#‎livilã‬

O que eu aprendi em Railay:
1) Aparentemente eu falo alemão com sotaque de francesa. E definitivamente dói a garganta depois de uma noite inteira praticando.
2) Se beber, não dance com lady boys.

Mas heim…daí de volta pra BKK. Tá chegando ao fim. Não quero.

Estar na Tailândia é barganhar (às vezes até gritar) e, de repente, se dar conta que são apenas 5 reais de diferença. ‪#‎naosaoso20centavos‬

É ficar chokita com a maquiagem das orientais. Pra ficarem mais branquelas elas vendem até o robe do Buda. Todash de máscara de lama desfilando por aí.

É não conseguir parar de cantar ‘baby boy’, da Beyoncé – só que trocando ‘baby’ por ‘lady’. Risas.

É não tirar tantas fotos quanto gostaria. Ou por motivos de abanamento ou por motivos de diversão excessiva.

É perder as contas de quantas pessoas já me pediram meu roteiro sem eu nem ter voltado pro Brasil ainda. Dsclp, se nada der certo viro agente de viagem.

Eu ri muito nesse tempo que estive na Ásia. Ri na cara do perigo quando sobrevivi a um terremoto AND a um golpe militar, inclusive tendo perambulado pelas ruas de Bangkok à meia-noite, mesmo tendo um toque de recolher às 22h, estabelecido pelos milicos; ri da cara dos gringos que achavam que tomar água de coco de canudinho era a oitava maravilha do mundo (alguns deles nunca tinham provado a iguaria! Bitch, please!); ri amarelo toda vez que, ao saber que eu era brasileira, me perguntavam se eu estava excited pra copa; ri de doer a barriga das bobeiras da minha meia-irmã thai carioca. Silvadinha, não é por acaso que em 7 anos de amizade, nunca tenhamos tido uma briga sequer. Fiz cara de Chloe pra não chorar na despedida e foi, er…em vão. Te lóvo em todas as línguas.

Beijinho no ombro coberto senão buda não gosta e até a próxima, Tailândia. Você foi uma linda.”

 

Acho que vocês já estão delirando pela Ásia tanto quanto eu e então minha missão por hoje está completa.

Beijinhos e até a próxima…

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