COMPORTAMENTO, LIVROS

Um viva para a paixão platônica e sincera!

21 de novembro de 2014

Começo a minha coluna falando de amor. Não vai ser sempre assim, acreditem. Na estreia falarei sobre os dois extremos que me fizeram apaixonar e que evidenciam como um ser humano pode ser paradoxal. Não sei vocês, mas eu amo ler. Amo me imaginar parte de uma história que não seja a minha, morar em outro País, me afeiçoar a outras pessoas… há quem diga que a minha empatia é patológica, mas quem nunca? Quem nunca teve um amor platônico que atire a primeira pedra.

Quem nunca teve infelizmente não vai entender o que é suspirar de amor sem sofrer, sentir saudades dos personagens e, tempos depois, voltar ao livro que te fez envolver. Sofrer com o luto do ‘acabou’ também faz parte do processo de ‘closer’ (ou na péssima tradução para o português, ‘fechamento’) e pode durar um tempo.

Esta semana voltei a pensar nos meus mais recentes amores: Mr. Grey e Peeta. Dois personagens antagônicos que me envolveram de tal forma, que meu “luto pós-livros” durou um mês. Podem me julgar à vontade! Nem ligo. Mr. Grey, da trilogia “50 Tons de Cinza”, de E. L. James, conquistou meu lado curioso e atiçou com vara curta meu lado moralista capricorniano… mas os problemas psicológicos dele me fizeram querer cuidar, colocar no colo e estudá-lo (rs). A narrativa do livro é fácil e a autora não se perde nas descrições e nem se deixa constranger pelo pudor. Já a personagem principal é um nojo, reclama de tudo… no primeiro livro até gostei da Ana, nos seguintes foi só “mimimi”, mas aí você lembra que ela só tem 21 anos e perdoa.

Já o Peeta, da trilogia “Jogos Vorazes”, de Suzanne Collins, é um caso à parte: politizado, comunicólogo nato, educado e carinhoso, simplesmente apaixonante. Em “Esperança”, último livro da série (filme que estreou esta semana), o último diálogo me conforta de tal maneira que o leio sempre. Mal comparando, senti com o fim do “Jogos Vorazes” o mesmo que senti ao terminar  “Cem anos de solidão”, uma melancolia de doer no corpo. Quem diz que é livro pra adolescente, antes de perder feio para o preconceito, perde uma trilogia extremamente política, com direito a luta de classes, suspense psicológico e triângulo amoroso.

No fundo o que eu quero dizer com tudo isso é que a vida vai além da Matrix, por isso se dê um tempo e leia. Chegue em casa e opte por não ligar a televisão. Se dê uma oportunidade de se apaixonar e fugir da realidade… enlouquecer pode ser saudável, seja em Nárnia ou em Passárgada. Permita-se sonhar.

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