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Be Gentle #maisamorporfavor

11 de dezembro de 2014

 

Que tal abraçar uma pessoa ao invés de abraçar o mundo? Que tal dar um sorriso pra um estranho ao invés de reclamar como o mundo anda mal educado? Que tal ser gentil com a vida? As vezes pensamos em mil razões pra desistir de sonhar, mas não da né. Sem os sonhos a vida perde o fluxo.

Na correria do dia a dia deixamos de pensar em nós mesmo e aí parar pra pensar nos outros é mais raro ainda. Acho que a questão toda é o foco das nossas preocupações. Nos preocupamos tanto com a vida profissional, com as lutas que devemos travar, com a imposição de nossas vontades e deixamos de dar bom dia pro porteiro, bater um papo com a florista, conversar com a moça do caixa, ser educado com aqueles que nos prestam serviços…

Não paramos pra pensar que o dia daquela pessoa pode estar sendo difícil, que ela pode ter perdido a mãe, pode estar morrendo de cólica, pode ter sido ameaçada de despejo ou coisas menores como ter tido um briga com o namorado ou o marido ter esquecido do aniversário de casamento… Enquanto nos achamos no direito de querer tudo do nosso jeito, aqui e agora simplesmente por estarmos irritados, porque o cabelo acordou feio ou a unha quebrou. Não to falando que o mundo ta cheio de pessoas fúteis e nós o somos, só to exemplificando porque sei que vocês vão parar pra pensar nos seus exemplos reais e como as coisas que acontecem com vocês.

Lembra quando éramos crianças e sorríamos por tudo, contávamos a tal tia da padaria que queríamos aquele picolé porque com o palitinho dava pra brincar? Quando éramos espontâneos e não pensávamos que o mundo competia conosco? A vida era mais leve, os sonhos mais sinceros e as amizades mais espontâneas. A vida respirava inocência e talvez seja isso que falte no mundo.

Uma das coisas que aprendo muito com minha mãe é pensar no outro. Ela é o tipo de mulher que se tem 5min para pra conversar com todo mundo que encontra na rua, o papo flui que é uma beleza. Outro dia encontrei com ela na padaria e lá estava ela batendo maior papo com a menina do caixa. E não, ela não tava falando coisas banais, ela tava lá conversando com a menina como se fosse mãe, querendo ajudar (ela quer sempre ajudar todo mundo), dando conselhos, acalmando e no fim virou pra ela e disse “A Letycia vai na missa hoje, me da o seu nome que ela vai rezar por você. Ouviu né filha?” Ouvi sim mãe, ouvi mais do que seu pedido ou ordem, ouvi o seu exemplo. O exemplo de me preocupar com o outro, com a vida, com o mundo. Aprendi, aprendi a caridade, aprendi o amor com o próximo. Aprendi a amar o pequenino e a querer ajudar.

Claro que não vamos virar babacas no século XXI perdendo a maldade que precisamos ter ao sair na rua e passar por lugares perigosos, mas que tal mudar a forma de olhar o mundo, a rotina dos olhares sob os sonhos, os amores e as relações com quem está a nossa volta?
Deixa a vida mais leve vai, deixa o vento soprar, deixa o amor rolar, deixa o medo se afogar, deixa a rotina virar do avesso, deixa os conselhos brotarem, deixa o papo frouxo surgir, deixa a maldade desaparecer, deixa a inocência brotar, deixa a vida ser mais vivida vai.

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