BEM ESTAR, COMPORTAMENTO

Segue leve, vai que a vida vai mais leve

7 de fevereiro de 2015

Já estamos em fevereiro, mas se compararmos com o ano passado não acho que 2015 esteja correndo tanto como 2014 correu. Okay, talvez seja porque eu ainda estou de férias, mas também pode ser que o ano esteja mais leve mesmo (ter fé e nunca duvidar).

Mas vamos pensar na linha de que estou de férias e por isso o ano ta passando tranquilo.

Parando pra pensar nesse sentido, por que não levamos a vida mais leve pra ver se o mundo corre devagar? A gente vive reclamando que não tem tempo pra nada, que não há como parar para fazer as coisas que queremos, que o trabalho nos consome, que não temos tempo pra academia, para namorar ou até para arrumar o guarda roupa como sonhamos. Passar um tempo com a família então, é raridade.

Talvez não seja a correria do dia a dia a grande vilã de nossas vidas. Talvez a grande vilã sejamos nós mesmas. Nos condenamos se não temos tempo para fazer a unha, mas também achamos ruim se estamos fazendo a unha enquanto poderíamos estar dormindo. Nos culpamos simplesmente porque queremos estar com nós mesmas, ter o prazer em nos dar prazer nas pequenas “banalidades” do mundo feminino. Gataaaaa, faz favor de parar com a palhaçada, vai viver pra você, se dar prazer!

Nas últimas semanas me detive a passar mais tempo em casa, a entender melhor como as coisas funcionam dentro de mim, a ver filmes, encontrar com os amigos de vez enquanto e a ler muito.

Parar pra relaxar, reservar 10 minutos do dia para não fazer NADA pode ser difícil para um workholic ou para uma pessoa muito pragmática, mas vale a pena tentar, no fim das primeiras semanas já será um hábito. Um hábito bem saudável e que segundo estudos da UCP (Universidade Conhecimento Pessoal – eu 🙂 ) faz um bem danado, relaxa pra caramba e ainda da mais paciência pra levar a vida a diante.

Pode ser que seu mundo não passe a girar mais devagar e que assim as ruguinhas não cheguem com mais cautela como gostaríamos, mas com certeza estaremos mais dispostas a recebê-las de coração aberto.

Há quem diga que o tempo passa pra cada um de forma diferente e eu concordo muito. Conheço uma senhorinha que tem uns 86 anos, mas que leva a vida com a leveza de quem tem 10, como uma espevitada (como ela gosta de dizer) menina de 16, mas que tem a maturidade de quem já viveu 86 primaveras e confia no Deus que a protege. Vovó Naninha como ela gosta que a chamemos, é um exemplo para mim e para meus amigos, e espero que mesmo sem conhece-la ela também se torne o seu. Com ela não tem tempo ruim, não tem tristeza ou morte que a derrube, como ela sempre me diz: “pra quem gosta da vida, a vida é sempre uma folha em branco. Não da pra viver se escorando nas tristezas, a felicidade ta na esquina seguinte”

Então seguindo aqueles clichês cafonas de começo de mês: que fevereiro traga tranquilidade, mas que primeiro peçamos tranquilidade para nós mesmo e depois para o mundo. Que aprendamos a viver a vida como a vovó Naninha, com sabedoria, amor e fé. Que nos deixemos delirar nos nossos sonhos mais íntimos, que paremos pra sonhar com o impossível, pra montar os nossos quebra cabeças, que tenhamos tempo pra jogar paciência. Que tenhamos sempre a lembrança de quem a felicidade ta na esquina seguinte.

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