ENTRETENIMENTO, Música

50 tons de Queen B

5 de fevereiro de 2015

Você. É, você mesma, donzela que tá morrendo de vontade de ver o filme 50 tons de cinza. Se você já viu algum trailer de “50 tons de cinza”, com certeza ficou curiosa pra ouvir a trilha sonora mais atentamente. Eu também fiquei e saí correndo atrás da música pra mostrar pra você. Vamos escutar? Aceita ou prefere ler o contrato antes?

Não é novidade que tudo em que a rainha toca vira ouro, mas dessa vez ela se superou. Não contente com os frutos colhidos com a versão original de Crazy in Love, lançada em 20 de maio de 2003, a “dextruidora” fez essa versão mais “dextruidora” ainda especialmente pro longa que tem estréia mundial na próxima quarta-feira (11) e já bate recordes de bilheteria.

Olha só o que essa Sra. Beyoncé Knowles fez:

1. Ela desacelerou a música, isso criou uma atmosfera mais sensual que orna com a proposta do filme.

2. Ela simplificou a base dos instrumentos. Sabe aquilo de “menos é mais”? No início é só um piano com um efeito ou outro por trás -tudo bem sutil, em seguida entra a voz dela -linda como de costume, e então tem um crescente de violino e a bateria entra pra pesar mais na marcação do tempo. Ou seja, o maior número de instrumentos sendo tocados simultaneamente é 3 enquanto que a original contava com naipe de sopro e banda completa o tempo todo.

3. Ela elaborou mais a interpretação. Como a primeira versão tem todos os instrumentos de que tem direito, a voz faz apenas o que lhe é pedido, ela só abusa mais no final e fora da letra com os melismas que tanto amamos, já na nova versão, a voz é o carro chefe. É a voz que carrega o clima envolvente que tem que ser passado. E que clima.

O resultado final é esse que você está prestes a ouvir. A Queen B conseguiu imprimir na releitura toda a intenção que o filme tem e, por isso, ela ganha o selo “Mr. Grey” de qualidade. E aí? O que sua deusa interior achou?

Você também pode baixar a música completa por aqui.

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