COMPORTAMENTO

Estreia

25 de fevereiro de 2015

Como foi difícil chegar a essa sexta palavra, agora sétima. Um texto de estreia dá mais dor de cabeça do que cerveja quente. Na verdade, qualquer texto dá trabalho para começar. Mas o de uma estreia carrega em si uma carga maior. Ai vem aquela procrastinação que parece que nunca terá fim, e olha para um lado, toma um gole de café, olha para o outro brinca com os cachinhos e assim vai…
Ufa consegui um parágrafo. Acho que agora é a hora que começo a dizer pra que vim, bom quando a Carol me convidou pra ser colaboradora do site, pensei um trilhão de coisas que eu poderia dizer, que sempre quis dizer e nunca disse, mas agora parece que essas coisas, simplesmente sumiram da minha cabeça. A proposta era falar sobre a mulher negra, beleza, ativismo, feminismo, e autoafirmação. Não sei se sou a pessoa mais adequada para isso, nem a mais preparada, mas aceitei o desafio e cá estou.
Acho que não vou abusar demais da paciência de vocês, se tiver ruim podem falar que eu paro, ou então fiquem a vontade para ir pra sala vê o BBB, comer brigadeiro, ver futebol ou sei lá, fazer qualquer outra coisa mais interessante, só peço que o último a sair, por favor, apague a luz.

Brincadeiras à parte, fiquei muito feliz com o convite, porque apesar de parecer (vocês vão ver) meio doida, eu levo algumas coisas à sério. E esse assunto é um deles, dou valor à uma boa discussão sobre autoafirmação racial, gêneros e identidade.
Pra quem está se perguntando: “mas afinal quem é essa maluca?” Me chamo Gracielle Soares, mas meu nome artístico é Graci Sá, sou baiana e moro na linda e encantadora cidade de Ilhéus, tenho 22 anos e sou formada em Jornalismo, porém acho estranho dizer, “sou jornalista” acho que essa palavra carrega tanta responsabilidade, que não sei se mereço.

Para concluir o curso escrevi um foto documentário sobre a autoafirmação negra a partir do cabelo crespo. São dez crônicas e 40 fotos que juntas contam histórias de pessoas comuns e suas relações com a identidade negra que assumidas através do cabelo.
Não gosto muito do termo, “aceitação”. A raça e a cor, não são tipo uma doença que você aceita, como um “castigo” ou mal que não tem jeito de mudar e só resta aceitar mesmo. Acho que o termo afirmar-se combina bem mais. Por isso, há dois anos atrás eu me afirmei perante a sociedade como negra de cabelo duro e passei a levantar a bandeira para a causa. Fiz isso porque considero isso essencial para uma vida feliz e equilibrada, e assim como eu descobri quem eu sou, acho que devo fazer o mesmo, para que outras pessoas se descubram também. Nunca me falaram que ia ser fácil, mas isso é pauta para um outro texto.

Então, fica combinado assim, vou guiar minhas postagens por essa margem, porém não necessariamente vou falar sempre da mesma temática. As meninas me deixaram bem à vontade e já tirei as sandálias, tô me sentindo em casa.

Acho que é isso, para um texto de estreia até que falei muito. Espero que vocês gostem, façam perguntas, e me peçam para falar sobre algum tema em especial. Vou tentar me esforçar ao máximo para agradar vocês.

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