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Tigres em Dia Vermelho #Resenha

3 de fevereiro de 2015

Oi donzelas, hoje decidi me aventurar na resenha de um livro que gostei bastante.

Como vocês viram aí na foto ele se chama Tigres em Dia Vermelho, seu nome não faz muito sentido no início da história, mas com o decorrer do livro se encaixa muito bem pra quem consegue entender o que há por trás da narrativa.

Ele é o primeiro livro da Liza Klaussmann, ex-jornalista do New York Times. Para começo de leitura pode ser um pouco confuso e até chatinho, mas com o decorrer da narrativa a história passa a ser envolvente e chega a despertar no leitor um desejo de chegar ao fim o quanto antes, só pra entender onde tudo aquilo vai dar.

Enfim, sem mais delongas. Ele conta a história de uma família no pós 2ª Guerra Mundial, mas não, não é a história de uma que sofreu nas mãos dos nazistas nem nada (o que na verdade me deixou muito feliz, Liza usou a Guerra como plano de fundo, mas fugindo dos padrões que em geral a envolvem nos livros), mas sim de uma família que lutou do lado dos Aliados (bandeira americana/inglesa/francesa/////…), o que no fim não importa muito, já que a Guerra é apenas lembrada como marco na vida deles.

A história do livro é construída em cinco blocos, repetindo a cada um, um pouco do fato já narrado no anterior, só que sob a perspectiva de um diferente personagem importante na trama: A poderosa Tia Nick, A espevitada Daisy, A depressiva Tia Helena, O Amável Hughes e claro O misterioso Ed Lewis, dentro de cada um dos blocos os fatos são separados por meses e anos. E ao contrário do que possa parecer isso não torna o livro um livro cansativo ou repetitivos. A autora conseguiu fazer com que a cada parte ele fosse cheio de revelações ora previsíveis, ora chocantes.

“Fora silencioso, a mão deslizando por baixo de sua saia, afastando seus joelhos ligeiramente. O polegar dele acariciando de leve a parte interna de suas coxas… – Nick não resistia em olhar ligeiramente para Elise, que pareci fitando o marido. Perguntou-se se Elise desconfiava ou se estava acostumada a isso.”

A fragilidade emocional dos personagens que aparentam uma vida quase que perfeita, na impecável Tiger House, casa de veraneio da família, que serve de palco principal para a história, é exposta a cada fala, sempre cheia de ironia.

“Eu a a sentia sob minha mão os músculos em suas costas se movendo enquanto a segurava, mas não havia intensidade nela, só tristeza. Pelo menos não até mais tarde, quando enfiei o saco plástico na cabeça dela, e aí toda aquela vida veio à tona e seu rosto se iluminou como o Quatro de Julho.”

Assim, tigres sempre em dias vermelhos, sempre à sobressalto, sempre à espera do caos. Fingindo ser a família ideal com seus bailes, jantares, drinks e elegância, mas que entre um e outro acabam se envolvendo em assassinatos e claro, traições.

Espero que gostem, suuuper recomendo.

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