Literando

O meu amor

6 de março de 2015

Sempre sonhei com um amor que fosse tranquilo como as praias de Sahy, mas que agitasse as coisas como o mar de Maricá. Um amor que lembrasse o quanto é bom ter um dia de chuva pra relaxar com um bom vinho, uma macarronada e uma maratona de filmes.

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Mas sem duvida um amor que me convidasse pra fazer uma trilha ate a praia do Perigoso e depois pra fazer um rapel a dois na Pedra da Tartaruga. Um amor que pra sempre entrasse na fila da comunhão ao meu lado e que pé ante pé me ajudasse a chegar a Eucaristia.
Um amor carioca que me fizesse sentir a calmaria de uma aurora, mas que me trouxe o fervo de um por do sol no Arpoador. Um amor que me emprestasse seu casaco num dia frio, que acordasse sempre com um sorriso bobo e o rosto amassado me pedindo mais 5 minutos de sono tranquilo, que me fizesse um café e sentasse ao meu lado pra ouvir aqueles poemas Parnasianos que só nos iríamos gostar e que assim se tornariam um elo só nosso. Um amor que entendesse que quando digo que não quero ver ninguém na verdade só quero vê-lo, mas que ele deve permanecer em silêncio e apenas me deixar ficar em seus braços até que me acalme.
Um amor que ouvisse as historias ou estórias da minha família com certa paciência, que discutisse política ou história da humanidade com meu pai e tio, mas que tivesse conhecimento pra fazer desse papo chato algo interessante. Alguém que nao tivesse medo de provar as minhas invenções culinárias, que modéstia a parte quase sempre saem boas, mas que ninguém acredita ou quase ninguém gosta já que são um tanto quanto “exóticas”. Um amor que quisesse viajar o mundo, nem que esse mundo se ilimitasse nos contos de diversos livros. Um amor que entenda a magia dos filmes franceses, mas que também ame as aventuras do bang bang moderno. Um amor que partilhe comigo a mesma fé e me leve sempre a professa-la com mais fervor.
Um amor que me mostrasse que é melhor ficar do que partir, porque iria fazer o ficar ser tão perfeito a ponto de fazer do partir um nada. Então aqui fico eu, esperando que esse amor um dia chegue e me faça sentir e viver tudo aquilo que sonhei. Que venha me dar boa noite mesmo que eu ja tenha pegado no sono, só pra me fazer acordar feliz ao ver uma mensagem de boa noite. Que me acalme quando tudo for irritação. Que me ajude a me achar nos dias em que a TPM atacar. Que fale uma graça qualquer só pra me arrancar sorrisos ao acaso. Que olhe nos meus olhos com firmeza que me diga que assim as coisas vão ficar bem. Que me passe confiança e segurança no “já volto” e que volte, volte o mais rápido que puder. Que me traga aquele chocolate do nosso primeiro encontro e mesmo que eu nem me lembre mais, faça disso uma recordação pacata de que tudo continuará sempre leve como começou.

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