COMPORTAMENTO

O silêncio que corrói

30 de abril de 2015

Esses dias uma amiga me falou que estava conversando com o Robô Ed, aquele da infância, e que ele continuava sendo legal e com respostas bem sagazes. E então me parei perguntando no porque ela estava conversando com ele se a gente as vezes conversa por mais de uma hora todo dia.

E ai parei pra pensar no quanto o silêncio nos incomoda, não sabemos conviver com o silêncio e não só o silêncio do dia a dia, mas o silêncio de nossas almas, dos nossos pensamentos. Não ficamos em silêncio quase nunca (não to falando aqui daquele silêncio superficial – o da boca fechada-, mas do silêncio do coração, da quietude dos dias), não sabemos mais conviver com o vazio ou só com o barulho das ondas ou do vento.

Mas qual o problema Letycia? Bom, depende do seu ponto de vista. Eu particularmente admiro o silêncio das coisas e do mundo, acho que ele fala muito mais que o barulho (odeio barulho, música alta, TV alta…). E ai o recomendo a vocês e lançarei um desafio no final do post.

Mas vamos lá, por que temos medo do silêncio? Eu acho que a palavra certa é medo mesmo.
O silêncio nos fala aquilo que não queremos ouvir, ele nos mostra que não há ninguém a nossa volta, o que gera um certo pânico em algumas pessoas, pânico esse que pode ter sido causado por algum trauma no subconsciente de cada um. Só que nem sempre esse é o caso, o medo do silêncio está muito relacionado ao uso das redes das sociais e a conectividade das relações.
Um exemplo claro disso é o ônibus, quantas pessoas no ônibus não estão mexendo no telefone, ouvindo música? Provavelmente as que estão dormindo.
Conviver consigo mesmo virou um dilema, temos medo de conhecer verdadeiramente nosso interior e isso é consequência do silêncio.

Bom, com isso fica o meu desafio a vocês, tentem o silêncio. Comecem aos poucos, com 10min, 15, 20… conhecer-se é um trunfo nas atuais relações interpessoais, afinal ninguém se conhece de verdade.

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