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Vamos juntas? – Uma rede de mulheres que se ajudam

4 de agosto de 2015

“Uma vez eu estava andando à noite numa rua um pouco vazia, eu estava indo pra casa, quando ouvi uns passos atrás de mim. Meu corpo inteiro gelou. Olhei pra trás pra ver se tinha realmente alguém ali ou se era coisa da minha cabeça. Era uma mulher. Meu corpo se aqueceu. Respirei aliviada e sei que ela sentia o mesmo alivio que eu.”

Quem nunca passou por uma situação pelo menos parecida com essa? Foi pensando nisso que o movimento “Vamos juntas?” surgiu.

 

Nós mulheres já conquistamos muita coisa, derrubamos muitas barreiras, mas ainda há muito a ser feito. Prova disso é ainda nos sentirmos tão inseguras ao andar pelas ruas das nossas cidades. Babi Souza percebeu essa situação e pensou em algo simples que poderia ajudar muitas mulheres:

Na próxima vez que estiver em uma situação de risco (noite, lugar pouco movimentado), observe: do seu lado pode estar outra mulher passando pela mesma insegurança. E se vocês percorressem juntas esse trecho do caminho? De quebra você ainda bate um papo e, quem sabe, faz uma amiga!

 

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As criadoras: Babi e Vika (na ordem) Foto: Arquivo pessoal

Tendo essa ideia em mente, Babi (24 anos) e Vika Schimtz (21 anos) criaram, no dia 30 de julho, a página e se  espantaram com a repercussão.

Em 10 horas, a página teve mais de 3 mil curtidas. Em 24 horas, 5 mil curtidas. Em 5 dias, a página já acumula 31 mil curtidas e os números não param de crescer. A identificação é muito grande, porque a mulher que tem que sair em horários mais arriscados não teme apenas um assalto, ela teme muito mais uma violência sexual e uma companhia traz a segurança que ela precisa para se sentir mais confortável no caminho do trabalho, da faculdade, da escola, de casa e tantos outros.

 Você conhece o termo “sororidade”?

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Foto: Facebook/Vamos Juntas

Delegadas dizem que esse movimento realmente inibe a ocorrência de estupros. Em entrevista ao Rio Grande Record, a Delegada Roseane de Oliveira esclarece a situação.

Até mesmo quando estão somente duas, porque ele não vai conseguir pegar as duas mulheres ao mesmo tempo. Enquanto ele tenta pegar uma ele sabe que a outra vai pedir socorro, vai procurar a polícia. Então [a companhia] inibe. Com certeza, inibe bastante.

 

As meninas recebem, e postam, muitos relatos de mulheres que aceitaram a proposta do movimento e conseguiram ajudar e ser ajudadas.

 

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Foto: Facebook/Vamos Juntas

São relatos muito bonitos de se ler. Irmã ajudando irmã. Aquece o coração. Quer coisa mais linda que isso?

E aí?

Tá se sentindo insegura?

Vai andar por um trecho perigoso?

Viu uma mulher na mesma situação?

Vamos juntas?

Clique aqui para ver essa página linda!

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