LIVROS, Resenhas

O que somos? Mulheres.

4 de setembro de 2015

O livro “Sou mulher” da escritora Katia Pino da Oficina Editores é dividido de acordo com a idade em que a mesma escreveu suas crônicas e poesias.

Foto: Isabela Barcellos

Foto: Isabela Barcellos

 

E aqui exponho tudo o que veio a minha mente nesse processo de leitura.

Quem eu sou? Afinal quem nós somos? Somos todas iguais, diferentes ou um meio a meio? Rs Quantas mulheres somos na vida? Porque com o tempo vamos mudando e espera-se que para melhor no sentido da evolução. Existem “espécies” de mulheres?

Posso me considerar algo (exemplo: romântica) e as pessoas não considerarem isso de mim? Só nós mesmas nos conhecemos de forma verdadeira? Somos uma para cada um?

Existe filme “menininha”? Geralmente quando falam esse “gênero” se referem a comédias românticas, dramas e contos de fadas. Mas por que o nome seria “menininha” para esses tipos de filme? Já que não são apenas as mulheres que veem e por que esse título infantilizado? Somos o gênero mais fraco? Aliais quem foi o machista que colocou isso na cabeça das pessoas?

Por que fantasiamos situações? Esperamos que tudo sempre dê certo e saia perfeito. Por isso frágil? Iludida talvez? Ou fora da realidade? E por que “só” fantasiamos algo que vá mexer com o nosso emocional?

O que define uma mulher para ser considerada mulher? Menstruar todo mês? Mas tem garota que tem doença e não menstrua, quando estamos grávidas também não menstruamos e quando ficamos velhas passamos pela menopausa em que ocorre o mesmo.  Existem características gerais entre todas nós?

Como somos mulher? É no modo de agir, de pensar e de se arrumar? Garanto-te que somos muito mais do que isso.

Devemos ser a atriz principal em vez de mera espectadora de nossas vidas? Existem realmente “pessoas que nasceram para aplaudir e outras para serem aplaudidas”?

Por que utilizamos o termo homem como sinônimo para gênero humano? É um machismo da língua? Como por exemplo, pessoas se casam e passam a ser marido e “mulher”. Gente, a mulher sempre foi mulher, o casamento não mudou isso, ela agora é esposa. E por que é comum falar “minha mulher” e não é comum “meu homem”?

Somos mulheres de todas as formas através do nosso corpo, origem e raça. A palavra chave para qualquer crime contra a mulher para poder ser prevenido é respeito. Que não deixa de ser o básico, não?

E como é a sensualidade feminina? Em um mundo em que se você sai de calça, blusa de manga e toda coberta e da mesma forma ainda te assediam. Não existe aquela respostinha ingrata de que “ela estava pedindo por provocar”. Vocês não conseguem se controlar? Pelo amor de Deus!

Somos indefesas? E por que se uma mulher fica com vários “vira” piranha sendo tratada com desprezo e o homem “galinha” é tratado como se fosse o maioral? Que critérios vocês estão usando? Acho que já passou da hora desse pensamento mudar.

E o amor? As mulheres distribuem o amor a cada gesto carinhoso, preocupação, cuidado… Os homens também 🙂 O amor move o mundo <3

Existem tantas dúvidas e incertezas femininas. Por que temos que ser iguais às modelos de revista que para aquelas fotos “tacaram” Photoshop? Por que temos sempre que tentar chegar a um padrão inalcançável imposto pela mídia? Se aceite antes de tudo! Nada como amor próprio <3

Como se despedir de pessoas, lugares e lembranças “vivas” da nossa cabeça? Por que é tão difícil desapegar?

Como sair da “friendzone”? É ruim fazer parte dela? E a amizade colorida? Existe amizade entre homem e mulher? Para esta última à resposta é óbvia que sim! Mas por que as mulheres aparentam ser mais complexas que os homens? Aparentam? São?

O que importa é lutarmos por um ideal e fazer o máximo para tentar atingir os nossos sonhos.

Por que é feio mulher falar palavrão? Por que esses malditos padrões foram impostos e ficaram enterrados dentro de todos nós e nem sabemos como virou parte da sociedade o “ser” da mulher ser diferente de o “ser” do homem.

Podemos ser crianças e adultas ao mesmo tempo? É possível? O que faz a visão da criança ser colorida e a da maioria das adultas passarem a perder um pouco dos tons?

Temos todos que sair da insignificância e perceber a realidade que querendo ou não fazemos parte.

Há atalhos na vida?

Por que as mulheres “fazem amor” e os homens transam?

Quais são as razões da nossa insônia feminina em geral? Medo? Paixões? Desilusões?

Por que somos todas rotuladas? Que eu saiba nenhuma marca está nos patrocinando.

Quando em uma relação deixa de existir amor e passa a haver adoração? Cuidado! Isso não é saudável.

É necessário desabafar? Porque (caramba!) acabaríamos explodindo de tanta “coisa” dentro de nós que precisa sair para podermos relaxar. Como fazer catarse?

Cada um sente de uma forma diferente? No entanto todos não temos os mesmos sentimentos?

Ciúmes? Não precisamos disso!

O que é amor de fã? Pode ser saudável se não chegar a idolatração.

Temos que aproveitar a vida porque não sabemos se estamos no meio ou no fim.

Saudades, por que é tão inexplicável essa sensação e ao mesmo tempo todos sabemos o seu significado?

Pensando demais acabamos sendo irracionais e nos fazendo tristes pelo medo?

Tem como ser feliz todo dia?

Como diferenciar a aparência da realidade? Por que elas podem ser tão parecidas e no final se mostrarem completamente opostas?

Precisamos do toque e do carinho.

Somos nossa própria prisão? Criamos a nossa própria gaiola?

Como saber se devemos ter filhos ou não? E quando nem chegamos a escolher?

Qual seria a relação ideal entre mãe e filho? Existe? Acredito que seja baseada na amizade.

Conhecemos as pessoas através dos estilos de filmes preferidos? Porque sinceramente acredito na visão de um filme como momento de escapatória da nossa própria vida, afinal de nós mesmos.

Como mudamos de menina para mulher? Somos a mesma ainda? Somos outra?

Temos que nos permitir sentir e aproveitar “o” instante.

Estamos simplesmente tentando ser?

E não, gravidez não é uma “produção independente”.

Partiu ler? Te garanto que vão surgir outras interrogações na sua cabeça e então deixe ser encaminhada pelas histórias da Katia…

Aproveitando o assunto… Quem vai na Bienal? <3

 

Katia Pino créditos: www.oficinaeditores.com.br

Katia Pino
créditos: www.oficinaeditores.com.br

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2 Comentários

  • kmp1961@oi.com.br'
    Reply Katia Pinno 9 de setembro de 2015 at 18:07

    Muitas interrogações suscitadas… Às vezes nem nós,autores, percebemos o que podemos despertar com os nossos escritos. É necessário o olhar do outro, a percepção do outro.

    • Reply Isabela Barcellos 9 de setembro de 2015 at 21:09

      Obrigada. Katia. Espero que você continue nos proporcionando muitas interrogações <3

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