BEM ESTAR, COMPORTAMENTO

Só sei que não vou me calar. Melhor: não VÃO me calar.

9 de novembro de 2015

O título são 2 frases retiradas da página do Face da Jout Jout Prazer após poder voltar a ter sua página.

Meninas, sei que ando meio desaparecida por aqui, mas aconteceram muitas coisas na minha vida e na de vocês também. E hoje estou aqui para compartilhar com vocês esses momentos históricos incríveis.

É tanta coisa pra falar… Vamos começar!

Que tema de redação BAPHOOOOO foi aquele no ENEM? Eu queria gritar quando vi e quando cheguei a casa foi à primeira coisa que eu fiz.

Fonte: MEC

Fonte: MEC

No 1° dia ao cair uma questão da maravilhosa Simone de Beauvoir sobre igualdade de gêneros foi mágico. Não sei se vocês sabem, sou feminista. E isso significa nada mais nada menos que eu acredito que deve haver igualdade entre homens e mulheres.

Fonte: prova do ENEM

Fonte: prova do ENEM

Obs muito importante: FEMINISMO NÃO é o CONTRÁRIO de MACHISMO. Isso é um erro muito constante em nossa sociedade e deve acabar. FEMISMO (achar que mulheres são superiores aos homens), ou seja, é CONTRÁRIO de MACHISMO.

Fonte: mulherescontraofeminismo.wordpress.com

Fonte: mulherescontraofeminismo.wordpress.com

Achei muito bom uma prova a nível nacional retratar tema tão importante, mencionar essa feminista francesa amável, fazer os jovens refletirem sobre isso antes de entrarem no seu Ensino Superior, além de claro confrontar a sociedade machista (ou seja, que acha que o homem é melhor que a mulher) e seu patriarcado.

É claro que logo no 1° dia surgiu uma onda de comentários e memes sobre essa questão na Internet.  As feministas ficaram felizes, machistas publicaram comentários absurdos e memes foram feitos. Feliciano e Bolsonaro não conseguiram ficar de fora e para variar (#sqn) fizeram comentários “brilhantes” na rede, afirmando o “absurdo” de se ter uma questão daquela ”ainda mais” no vestibular.

Fonte: g1.globo.com

Fonte: g1.globo.com

Fonte: www.diariodocentrodomundo.com.br Repare que o "inteligente" não sabe nem escrever ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio).

Fonte: www.diariodocentrodomundo.com.br
Repare que o “inteligente” não sabe nem escrever ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio).

E não parou por aí, a Câmara Municipal de Campinas (SP) aprovou uma moção de repúdio direcionada ao Ministério da Educação protestando contra essa questão da prova. Além da página sobre a filósofa francesa na Wikipedia ter sido vandalizada com ironias e afirmativas falsas (sim, maior antítese do mundo).

Ou seja, rolou muita polêmica…

Mas ninguém esperava que aquela questão fosse apenas o 1° ”tapa na cara” daquelas pessoas porque no dia seguinte a prova mostrou que a temática veio para ficar e a galera preconceituosa levou um nocaute.

O tema da redação foi à persistência da violência contra a mulher. Todos os candidatos tiveram que fazer um texto dissertativo argumentativo das razões por continuar ocorrendo violência contra o sexo feminino e elaborar maneiras de solucionar esse problema. E isso não foi nada menos do que ma-ra-vi-lho-so! Todos os estudantes que prestaram o vestibular tiveram que parar para pensar e refletir sobre essa questão superimportante ainda mais na sociedade brasileira. Eu considero que esse dia foi uma vitória para as mulheres e com toda certeza histórico. A famosa frase “Machistas não passarão” ocorreu literalmente, porque a redação não pode ofender os direitos humanos. E os estudantes que entrarão nas faculdades através desse exame serão aprovados após mostrarem seu senso de respeito e igualdade para todos. Tem que quebrar a cultura que banaliza a violência como algo natural, pois não é.

Mais de 300 mulheres ligaram para o disque-denúncia, no Espírito Santo, em um período de 24 horas após a divulgação do tema da redação, por exemplo, além de outras localidades terem o mesmo ocorrido. E isso é ótimo, ajudou a mulher a ter coragem a denunciar e mostrou que todas partilham da mesma luta. Porque violência não é apenas física, é psicológica.

Achei o tema muito importante também porque na mesma semana do exame ocorreu o caso sobre a menina Valentina do Master Chef Júnior e o projeto de lei 5069, de autoria do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB). O que coincidiu porque a prova é feita muito tempo antes, óbvio.

 

Fonte: Capricho

Fonte: Capricho

Desde então foi criada a hashtag #primeiroassedio e mulheres saíram para as ruas para protestar sobre tais medidas propostas pelo Cunha.

 

Fonte: oglobo.globo.com

Fonte: oglobo.globo.com

Eu e algumas meninas da minha faculdade criamos um Coletivo de Mulheres UVA, local onde as mulheres podem desabafar e gerar mudanças. Achei muito importante sua criação porque a maioria das faculdades tem e tenho o costume/adoro ir a seus eventos e acompanhar suas páginas, é essencial que as mulheres lutem juntas.

 

Eu espero que continue gerando mudanças boas para a nossa sociedade e que ajude a minimizar o n° de violência sofrida pelo sexo feminino.

 

O que vocês pensam sobre tudo isso? Escrevam aqui nos comentários!  #girlpower

Você Também Poderá Gostar

Comentários

Deixe seu comentário