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O que vem depois de escrever um livro?

23 de maio de 2016

Anos escrevendo, passando à limpo, editando e reeditando, frase após frase arruma aqui, meche aqui. Se deixar nunca estará pronto, sempre caberá edição. Se você gosta de escrever, pode ser que tenha se identificado com essa cena descrita. Não estou falando da edição de um post como esse por exemplo, mas algo maior, um livro.

Gostar de escrever é uma atividade que nasce naturalmente no coração da gente, está triste? Escreve. está feliz? Escreve. Está apaixonada? Escreve. Está sofrendo? Escreve. O caderninho vira simplesmente um psicólogo gratuito-particular. É como a leitura, só que você é  quem cria o protagonista.

Tenho muitos escritos assim, um pedaço aqui, outro em um caderno que nem sabia que existia, escrevo no guarda-napo, na lista telefônica, tenho até um grupo no watts denominado:  “ Escreva aqui” funciona basicamente como um caderno de anotações virtuais.

E de repente, olha lá: estou a cá editando um livro!

Sim, a ideia do livro veio em 2015 quando fiz uma oficina de livros artesanais, muito boa por sinal, aquela foi a centelha que faltava para o desejo de publicar.

E aí o “Porta Amarela” estava pronto. Com três capítulos (Porta Amarela, Maré Cheia e Café com Canela). Ele estava recheado de poesias inspiradas no barbudo Leminski com a leveza e o frescor da minha juventude. Um livro planejado artesanalmente que pode ser aberto de várias formas diferentes. Acreditei que seria o primeiro livro que publicaria.

Mas aí, veio um edital da Literacidade. Uma editora nova, Paraense e com muito, mais muito desejo de publicas novos e principalmente, jovens autores, a baixo custo e muito empenho. Foi assim que aos 45 minutos do segundo tempo, me candidatei ao edital com apenas um dos capítulos do livro, escolhi o que me via mais madura poeticamente: Café com canela.

O projeto Sementes Líricas, selecionou 30 livros dos 197 enviados, entre brasileiros e portugueses. E lá estava o “Café com canela”, como o 26º volume a ser publicado.

De lá para cá cada etapa trazia consigo uma ansiedade e um sentimento diferente, a escolha da cor da capa, a capa, a biografia, a foto, a edição, a impressão e por último, o envio. OS oito dias mais demorados da minha vida. E os livros chegaram, com beleza e formosura ainda maiores do que fora prometido pela editora, trazendo tamanho e fórmula exatos para a proposta.

Lançar um livro para mim foi um caminho mais curto do que para outros autores pois como já disse participei de um edital, o que simplificou bastante esse processo, mas para quem quer realizar este sonho, existem vários caminhos que podem ser seguidos. A publicação independente por exemplo. Isto é, você banca os custos da publicação, porém criando um esquema muito bom de divulgação da obra e de você como autor. Uma outra alternativa é procurar uma editora que banque sua obra. Nessa opção você precisa ser frio e estar preparado para ouvir vários NÃOs afinal, nenhuma editora tem interesse em publicar algo que não acredite que seja vendável. Mas se você acredita no potencial do que escreve, vale a pena sim, bater de porta em porta levando seus originais.

Uma outra alternativa (barata e prática) é a publicação pela internet. Em blogs e plataformas de escrita você pode divulgar seus trabalhos e alcançar leitores em qualquer lugar do mundo. Muita gente se projeta dessa maneira hoje em dia, é o caso da Isabela Freitas e da Carol Rossetti por exemplo. Tudo é questão de disciplina e acreditar! Mãos à obra. Ou melhor, na caneta.

PS: O lançamento do meu livro será nesta sexta-feira no Bataclan (Sim! aquele lugar místico das histórias de Jorge Amado). Estou simplesmente radiante. Depois do lançamento, pretendo disponibilizar junto com a editora um link para compras on-line para quem se interessar pelo livro.

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