COMPORTAMENTO

Metamorfose ambulante

4 de julho de 2016

Mudar. mu.dar. Alterar-se ou tornar-se diferente, física ou moralmente. Apresentar sob outro aspecto. Transformar algo ou transformar-se em outra coisa; converter(-se). Deixar de existir; desaparecer, fugir, passar.

Tantos são os significados para uma palavrinha que escutamos a vida inteira, pois o que não falta é gente falando “como você mudou” ou pior “você precisa mudar esse seu jeito”.

Em 2014 e, principalmente, em 2015 eu era uma pessoa totalmente diferente da que estou hoje. Em 2015, por diversos motivos pessoais, eu descobri o que era me anular, me tornar uma pessoa que não sabia ser. Meu foco era apenas estudo e trabalho. Sono? De 2 a 3 horas por noite era suficiente para a “Super Carol”. O que pouca gente sabe é como isso me matou. Eu comecei a me afastar dos meus amigos, da família, só vivia estressada, não me alimentava direito e nem me arrumar, como boa vaidosa que sou, me arrumava mais. Aí veio o ano novo e eu coloquei uma meta: mudar.

Mas mudar o que? Pra onde? Quando?

Comecei mudando meus hábitos: dieta e academia. Voilá! De lá pra cá já se foram 13kg e muitos centímetros de medidas. Aí veio o cabelo, fiquei mais loira!

Mas, e por dentro?

Confesso que me sinto mais agradável no espelho, apesar de achar que tenho que melhorar bastante ainda. Mas isso me fez me sentir mais confiante, mais bonita, mais mulher e, por incrível que pareça, mais eu.

Comecei a mudar meu modo de ver o mundo. Passei a me impôr mais quando vejo que posso acrescentar em algo e passei a me calar quando vejo que não sou útil. Ah, eu comecei a agir como minha cabeça pensava, não me repreendendo, mas me libertando. Afinal de contas, eu sou dona de mim. A mudança é lenta, incômoda e chata. Você vai passar por vários momentos de bad, as pessoas vão te achar estranhas, mas é recompensador. Não prometo a vocês que voltarei no fim do processo para contar como estou, pois é um processo constante e sem fim.

Mudar é manter-se em movimento, é aceitar que nem tudo é perfeito, mas que o caminho importa tanto quanto o destino e que, às vezes, pode ser até mais bonito. Como diria Raul Seixas: “eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.

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