COMPORTAMENTO

O tão temido ano do vestibular chegou! E agora?

6 de julho de 2016

Atualmente, quando ingressamos no ensino médio, ou até mesmo antes, não se fala em outra coisa a não ser vestibular. Vestibulando não vive, vestibulando não sai, vestibulando tem que dormir bem, vestibulando não pode se divertir, vestibulando pra cá, vestibulando pra lá, ai meu deus o que eu vou fazer da minha vida? E se eu não passar? E se eu passar e não gostar do curso, ai meu deus…. PARA. RESPIRA. Estou aqui pra te ajudar!

Vamos partir do princípio, do por quê estou aqui escrevendo sobre isso pra vocês. Eu sou Thaís, tenho 20 anos, sou técnica em química e sou também vestibulanda: aspiro ser aprovada em medicina em uma faculdade federal do RJ. Nesse post eu não vou falar muito da prova em si, dicas de realização e etc, isso eu vou deixar pro post da próxima semana, por que é muita informação, senão vai ficar gigante e cansativo. Uma última coisa, nesse post tenho a intenção de ser mais intimista, como se fosse uma conversa entre amigos mesmo sabe, então vou deixar de lado um pouquinho da normalidade que costumo ter ao escrever.

Bom, vamos ao que interessa! Esse será meu terceiro ano realizando o Exame Nacional do Ensino Médio, o famigerado ENEM. As outras duas vezes as quais realizei o exame, fiz como um teste, um treinamento para adquirir experiência e sentir a pressão desse dia desde cedo. Você pode estar se perguntando “Ué Thaís, mas você já tem 20 anos, não deveria já ter feito pra valer aos 18?”. Como eu disse, me formei na escola técnica federal de química do Rio de janeiro, logo meu ensino médio foi diferenciado em vários sentidos (já já vocês vão entender), inclusive no tempo de conclusão.

Primeiramente, eu sei que é muito complicado pensar e acreditar nisso, mas é normal não saber que curso escolher. Há pessoas que nascem sabendo o que querem fazer pro resto da vida e não mudam de ideia até chegarem ao ano de vestibular, mas feliz ou infelizmente, essa é a minoria. A maioria das pessoas chega no dia do SISU (caso vocês queiram que eu faça um post explicando como funciona detalhadamente, é só pedirem nas nossas redes sociais) sem saber que curso colocar nas primeira e segunda opções.

Se você faz parte do primeiro grupo: Parabéns, fico muito feliz por você, é menos uma dificuldade nesse ano cheio de coisas, mas se você faz parte do segundo grupo, fica tranquilo, você não está sozinho, essa dúvida é extremamente normal. Além disso, quem disse que você não pode mudar de curso se não gostar? Você deve fazer o que te faz feliz! Se sentiu que aquele curso não é bem o que você desejava, tenta uma transferência interna pra outro curso, presta outro vestibular, faça qualquer coisa, menos se manter em um curso o qual você não se sente realizado, lembre-se que o segredo pro sucesso profissional é amar o que você faz! Mas uma dica que eu posso dar para ajudar nessa escolha, e tentar fazer você acertar de primeira é: Faça uma espécie de exclusão do tipo (darei o meu exemplo): “Não suporto matemática nem física, e história também não curto muito”, só assim você já pode excluir todas as engenharias, economia e outros cursos os quais tem como base essas matérias que você não se dá bem.

Mas é claro, se você sonha em ser médico por exemplo e não gosta de química ou não tem muita afinidade com biologia, mas está afim de se esforçar pra entender e até mesmo gostar, vai em frente, se esforça, busca isso, não desiste sem ao menos tentar! Você pode tentar testes vocacionais online ou em psicólogos também, mas cuidado, não leve muito a sério, testes vocacionais online podem ser bem subjetivos.

Os pais… Assunto complicado nesse ano decisivo né? Eles podem ajudar muito, mas também podem atrapalhar um pouco, tudo depende da forma que eles se posicionam com relação às suas vontades e opiniões. Uma coisa que eu particularmente acho errada e que pode atrapalhar muito o rendimento de um aluno, é o pai ou a mãe querer decidir a carreira pelo filho, sem ao menos levar em consideração a opinião do próprio. Eu acho que sim, os pais devem mostrar o que acham melhor pro filho, o caminho que eles acham que o filho deve seguir, afinal nossos pais só querem o nosso bem, mas a decisão final e que deve ser respeitada só deve ser tomada por quem vai prestar a prova, afinal, não é ele quem vai “passar o resto da vida” (esse é o próximo tópico, por isso está entre aspas) sendo médigo, advogado, professor, engenheiro…?

Retomando a questão do curso a ser escolhido. É claro que (quase) todos sonham em se formar e se manter na mesma área, obtendo cada vez mais reconhecimento o pelo seu trabalho específico e etc, mas você já parou pra pensar em quantas pessoas hoje em dia são formadas na área X e na prática atuam na área Y? Hoje em dia a flexibilidade empregatícia está cada vez mais presente, não se prenda a ideia de que você não pode fazer coisas diferentes ou até uma segunda graduação, isso é muito recorrente atualmente.

Cada vez mais nos sentimos obrigados a nos formar em algo que “dê dinheiro”. Não vou cair na hipocrisia de dizer que o dinheiro não é importante, é claro que é, (in)felizmente o mundo gira em torno disso, mas quer uma dica? Não pense SÓ nisso! Uma triste realidade do nosso país é o salário dos professores por exemplo, o que é o maior absurdo, já que eles são a base de tudo, já que são tão fundamentais e indispensáveis na vida de todos! Enquanto isso, vemos médicos e engenheiros ganhando muito dinheiro, obviamente sendo reconhecidos pela enorme importância de suas atuações. Mas vai me dizer que você nunca viu a situação contrária? Nunca viu um engenheiro desempregado e um professor ganhando “salário de médico”? Ah eu já vi, e muito! Então leva isso pra vida: Faça o que você ama, o que te dá prazer e você vai cada vez mais se aperfeiçoar, melhorar e assim alcançar o apogeu de sua carreira, tendo como CONSEQUÊNCIA, uma boa remuneração. Foca na palavra “consequência”, por que um bom salário não deve ser nunca a única razão pela qual você escolhe uma profissão.

Lembra no início do texto que eu disse que ia tocar no assunto da minha escola técnica novamente? Então, chegou a hora. Hoje em dia, o ensino médio quase que completo, principalmente o terceiro ano, é voltado para o vestibular, para o tão sonhado ingresso na faculdade. Mas como eu disse anteriormente, o meu ensino médio foi diferenciado. Uma vez que eu fiz o ensino médio juntamente ao ensino técnico (com total de 4 anos de duração + as greves), tive um enfoque ENOOOOOOORME em matérias da área de exatas como por exemplo: Química, Biologia, Física e Matemática (os dois últimos eu não tenho muita afinidade por que realmente não gosto, mas vi bastante durante esses anos de técnico). Dessa forma, perdi muito o contato com matérias de humanas como História, Geografia, Sociologia e Filosofia. Não os culpo, afinal o objetivo da escola é formar um técnico, e não que eu passe no vestibular, porém, obviamente isso me atrapalhou/atrapalha bastante nessa jornada pré vestibular. O que eu fiz diante disso foi, além de estar frequentando um curso pré vestibular presencial, procurar vídeo aulas na internet, eles ajudam demais a fixar aquele assunto que não ficou muito claro na aula ou que você já esqueceu alguns detalhes. No próximo post o qual falo mais sobre a prova especificamente, deixarei linkados alguns canais que eu costumo ver e que eu sou apaixonada!

Por fim, peço muita calma à você nesse ano, isso é essencial para sua aprovação. O conhecimento do conteúdo é importante, mas a saúde mental também é! Não deixe de fazer o que te dá prazer, se organize, estipule horários pra estudos sim, mas não esqueça do descanso, ele é essencial!

Aguardem os próximos posts sobre o assunto, eu poderia passar mais horas e horas escrevendo sobre as dificuldades de um ano tão conturbado, mas é muita informação, então podem esperar que já estão saindo vários outros do forno! Qualquer dúvida, conselho ou sugestão, só deixar no comentário pra nós!

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1 Comentário

  • Reply Carol Danelli 9 de julho de 2016 at 10:35

    Vestibular é uma fase bem complicada, principalmente pela pressão que temos. Acredito que temos que ver como uma fase temporária.

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