Desapega, desapega, OL… Não, pera!

3 de agosto de 2016

A gente acorda num dia apaixonado. E aí, tudo é lindo. Os defeitos do outro desaparecem, vocês fazem planos e planos e todos os momentos juntos são ótimos. Só que então, por uma série de motivos, a paixão se vai. Você tenta resistir, mas assim como acordou apaixonado num dia, nesse outro não mais. Então, terminam. Choro pra lá, noites mal dormidas pra cá. O netflix torna-se seu grande companheiro e as músicas da Adele também. Depois de certo tempo, você finalmente supera e aí tudo fica bem, certo? Errado.

Nós da geração “dona da verdade” não sabemos superar um término. Não temos maturidade suficiente pra lidar com nossos sentimentos ou com a falta deles. De copo cheio e coração vazio. Desapegados. Imunes ao amor. Ah, coitados! Somos apenas pessoas vazias que riem alto, forçando alegria pra esconder a dor. Não sabemos que toda essa necessidade de mostrar ao mundo o quão feliz estamos é pura vaidade. Sim, vaidade. Temos a mania de querer sair sempre por cima de uma situação e isso só prova que estamos mais em baixo do que pensamos. O egocentrismo protesta e nos diz que o certo é ser o primeiro a superar. Certo? Mais uma vez, errado.

O amor não pode ser tratado como competição. Não estamos numa corrida, na qual ganha quem postar mais fotos na balada, quem compartilhar mais indiretas ácidas e quem provar primeiro que esqueceu o outro. Querendo esquecer o outro, estamos esquecendo de nós mesmos. Quantas máscaras conseguimos utilizar por noite?  Em quantas garrafas de vodka precisamos nos escorar pra aguentarmos o peso de um coração triste?  Quando assumiremos nossas identidades? Somos uma geração que passa fome de amor. E de tanto querer não perder esse jogo, nos prendemos e perdemos o melhor da vida.

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