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10 razões para amar Jane The Virgin

19 de setembro de 2016

Talvez eu esteja atrasada falando de uma série de 2014, mas é o seguinte: você tem que assistir Jane The Virgin. Você conhece a série? Não? Então chega mais, porque eu sou gente boa e vou te contar (sem spoiler!).

Quem me conhece um pouquinho sabe que eu mergulho em todo tipo de série, independente do gênero! E que descoberta foi JTV. A história, resumidamente, conta sobre a vida de Jane Gloriana Villanueva (Gina Rodriguez), uma mulher nos seus 20-e-poucos anos, virgem (daí o nome), é noiva de um policial, Michael, com um plano de vida perfeito, tudo mil maravilhas, mas é acidentalmente inseminada com o esperma de outro homem, Rafael e que por acaso é um crush de 5 anos atrás. Aí você vai falar: WHAAAAAT? Mas é isso mesmo. E nesse momento começa todo o drama e a loucura.

Jane The Virgin é uma série da CW baseada numa telenovela venezuelana chamada Juana La Virgen. Por mais que a história pareça boba ou até mesmo água com açúcar, tem um enredo muito distinto e você acaba apaixonado e viciado instantaneamente. Lançou na Netflix, quer melhor oportunidade que essa? Eu poderia trapacear e falar que esse é o motivo número 1, mas não: aqui estão 10 motivos para entrar no melodrama.

A série de pausa perfeita

Eu tenho uma teoria: quem tem o hábito de assistir série densas, precisa de pausas. E me diz, existe algo melhor do que pausar com outra série? Esse estilo de série pode dar um descanso, se você assiste séries densas ou pesadas emocionalmente como House of Cards, Scream, How to Get Away With Murder, séries de pausa ajudam a absorver melhor. Isso não quer dizer que JTV seja uma série normal, é completamente louca. E também não quer dizer que seja boba. Mas é divertida, entretém, tira aquela bad do corpo e você dá boas risadas.

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Mulheres reais

Dá para ver logo que girl power está por toda a série. A família Villanueva é composta de mulheres completamente diferentes (abuela é uma mulher religiosa, Xiomara é uma mãe que teve Jane sozinha, ainda adolescente e com um sonho de ser cantora, Jane é uma virgem grávida com grandes planos pro futuro), fortes e que passam por problemas tão semelhantes, mas também tão distintos. Elas são o foco da série e o núcleo que mexe com a gente todo momento.

Diversidade cultural

Sabemos que na vida real nem todo mundo é da mesma nacionalidade, orientação sexual e cor. Nos seriados geralmente falta mostrar essa diversidade, mas JTV traz isso com toda força: Petra é tcheca; Jane é latina, sua primeira língua é inglês e a segunda espanhol; Rafael é latino, mas não tem conexão com suas origens e fala pouco espanhol. Abuela é latina, com espanhol como primeira língua e fala um pouquinho de inglês. Roman é negro e latino; a irmã de Rafael é lésbica e uma alcoólatra. Michael é branco e não é latino. Vemos até mesmo uma diferenciação de classes. Tem classe média baixa, tem ricos, tem classe média alta. Por mais que ainda esteja dentro de alguns problemas de representação (de negros, gordos, minorias em geral) da produção de audiovisual, já é muito representativa, principalmente falando de latinos.

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E a diversidade de assuntos

Na série, você vai perceber que alguns assuntos vão pipocar, mesmo sendo delicados em muitos jeitos. Como aborto, lei de imigração, casamento, traição, homossexualidade, papel da mãe, juventude, família… E a lista continua. Muitas situações reais estão inseridas nesses assuntos e você pode até se identificar com muitos.

Um senhor narrador

Parte do lado cômico da série é o narrador. Com uma voz de locutor ou galã de novela, ele faz flashbacks, dá sua opinião, diz o que você deve esperar quando vê cada cena, adora piadas e muuuitas legendas. Até esporro na Jane ele dá! Sabe o tipo de comentário que a gente faz quando está assistindo? “Ah não, ele realmente vai fazer isso. Não faça isso, pelo amor de Deeeeus” – ele mesmo, o narrador. Às vezes a reviravolta é tão grande que ele mesmo diz que não esperava. Só por ele já vale a pena!

Uma protagonista nada comum

Jane é bem diferente de muitas protagonistas de seriados de comédia romântica, ela tem sonhos muito específicos, valores e é uma personagem bem profunda. Além de ser linda, o rosto sempre me lembra filmes animados! A relação que ela tem com a família faz você pensar na sua e principalmente nas suas escolhas. Jane é muito forte e mesmo passando essa ventania toda por sua vida, você percebe como ela consegue virar o jogo em muitas situações. Você acaba se apegando a ela, comemorando junto, chorando junto. Além, claro, de ser extremamente cômica, se metendo em várias situações delicadas e passando vergonha (quem nunca?). Um fato importante é representatividade: uma novidade muito boa parte do elenco ser latino e ter uma protagonista latina; mudança importante quanto as produções de costume. E Jane é interpretada por Gina Rodriguez, uma atriz maravilhosa, que ganhou o Golden Globe de melhor atriz em 2015. Sente a moral!

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O poder de escolha é dela

Na série, Jane tem que fazer muitas escolhas, envolvendo com quem ficar, se vai dar o bebê, se vai ficar com ele, se vai morar na casa onde está, se vai terminar a faculdade, se vai se casar, se vai seguir seu sonho de criança, em que emprego vai ficar… As questões pulam no colo dela e ela tem que resolver. E o melhor: ela escolhe. Inclusive, sua primeira escolha foi continuar virgem enquanto não casasse. Um pouco de pressão da abuela devido a religião, mas algo muito significativo desde criança. Por ser mulher, muitas vezes somos levadas ou socialmente obrigadas a fazer coisas que não queremos, mas Jane que decide seu destino como mãe, esposa, filha, profissional, mulher. Os homens e a família dão suas opiniões e a influenciam o tempo todo, mas a palavra final é dela.

Maternidade real

Ser mãe não é nada fácil e não é tão romantizado como esperamos. Jane passa por muitos julgamentos, dedos apontados e medos. Existe a dúvida, o desespero, os incômodos, as escolhas importantes que você tem que fazer a partir do momento que você cuida de uma vida além da sua. Com muito tato, a série trata disso, não integralmente em sua verdade, mas traz muitos elementos que muitas mães se identificariam. Além de envolver a maternidade em suas diferentes fases. Temos abuela e Xiomara, Xiomara e Jane, Jane e seu bebê. Cada qual com suas alegrias e frustrações.

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Dá pra fazer uma infinidade de ships

Queria falar não, mas haja casal nessa série! Só na primeira temporada, você vai ter casal pra shippar a rodo. Tem pra Jane, tem pra Xiomara, tem pra abuela, tem pra Pietra, tem pras amigas da Jane… Só não pode piscar porque muda rápido!

Tem um pouquinho de tudo da vida real

Vamos assumir: todo mundo tem drama na vida. Talvez Jane tenha muito, é verdade. Mas tem romance, tem desastre, tem tristeza, DRAMA, comédia, muitos momentos fofos. Tem cena que dá pra chorar e tudo. A cada episódio um novo sentimento, o que você quer mais?

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